quarta-feira, 1 de junho de 2011

Imagine a seguinte situação hipotética tomando por base uma prefeitura e uma associação de moradores (ASMOR).

Certo dia, João, presidente da Associação, uma pessoa que luta pelo bairro onde mora, em busca de melhorias e evolução na infra-estrutura de seu bairro, precisou construir uma sala na sede da ASMOR. Ele já tinha tentado de várias formas conseguir concretizar tal projeto, mas não conseguiu.

João não gostava muito do prefeito da cidade, pois em torno dele, rolavam acusações de desvios de verba, favorecimento de terceiros, nepotismo, enfim.

Então, certo dia, ele resolveu deixar de lado o seu ego e pedir ajuda ao administrador público. Marcou uma reunião na ASMOR e obteve coro dos seus diretores.

João foi direto: “Queremos uma sala, construída aqui na associação para suprir às demandas de palestras e educação da nossa comunidade”.

O prefeito, muito experiente, pois este tinha mais de 20 anos de administração pública, não exitou em dizer sim e disse mais, que reformaria toda a associação.

Em seu estatuto, a ASMOR não permitia e nem remunerava seus diretores.

O prefeito pediu mais uma reunião e disse que não havia “brecha” para a reforma e que poderia enviar a quantia em dinheiro em nome dos sócios, como prestadores de serviço e estes destinariam este recurso para a construção. É claro que não foram com estas palavras.

Tudo bem, João fez mais uma reunião e os sócios, por unanimidade, aceitaram.

O dinheiro foi creditado em suas contas, uma quantia de R$ 10.000,00 por pessoa no total de 15 diretores. Logo após isso, a reforma começou e terminou, a verba foi usada para o fim que a associação queria.

Para pensar: E se João ou outro diretor usasse o dinheiro para si próprio?

Foi então que a AGU sorteou a cidade para fazer uma auditoria nas contas públicas e constatou esse repasse e divulgou em seu portal.

Por meio de um morador, oposição a atual diretoria divulgou a lista com o nome dos 15 diretores.

Imagine o “furduço” que deu.

Agora a pergunta é: onde estão os erros?

Na ASMOR está na questão legal, estatutária, pois os sócios não podem receber dinheiro algum por estarem na associação.

Foi errado aceitar dinheiro do prefeito?

Foi ilegal. Fere o estatuto. Os fins não justificam os meios.

Quem é o culpado?

O prefeito.

Quem são os laranjas?

Os diretores, pois desvios de finalidade como esse pode acontecer para funcionários fantasmas, por exemplo.

O fato é que, agora, João defende o prefeito com unhas e dentes.

A oposição acusa João e seus diretores de corrupção e abriram-se brechas para brigas e confrontos no bairro. As pessoas escolhem um lado ou outro, mas preferem o lado de João, pois o prefeito atende suas solicitações.

Vocês perceberam o jeitinho brasileiro no texto?

Se não, digo logo. Foi a maneira como o prefeito ajudou João. Os recursos não eram destinados para reformas de associações e sim para prestação de serviço.

Acontece que administradores públicos experientes sabem onde pisam, encontram falhas no sistema e conseguem agradar gregos e troianos.

Já o povo, não tem essa visão do todo e vê apenas aquilo que ta ali, na cara.

O desafio de hoje, aproveitando essa analogia, é administrar seguindo as leis.

Utilizando um pouco uma visão maquiavélica, digo que a administração funciona com 50% de jeitinho e 50% de legalidade (principalmente nos desvios de finalidade de recursos públicos), pois deu pra ver que João não conseguiria se não fosse esse tal jeitinho.

Não defendo aqui a atitude do prefeito e sim, exponho que o problema vem de cima.

É preciso ter uma visão macro para analisar as questões do cotidiano e uma pessoa desinformada põe toda a culpa em quem está mais perto, o povo (ou os diretores do exemplo). Não que este último se isente desta culpa, mas a “merda” vem de cima.

Essa teoria ainda está em construção, pois é preciso adicionar itens essenciais a vários processos abordados, como a necessidade de renda do povo.


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